Conheça a Versatilidade do Guitarrista Thiago Oliveira

Imagem: http://thiagooliveiragtr.com/biography/

Por: Natália Almeida*

IMERSA S/A: Primeiramente muito obrigada por aceitar o nosso convite!
Thiago Oliveira: Eu que agradeço o convite, Natália!

IMERSA S/A: O primeiro contato que tive com o seu trabalho foi em um show com o Warrel Dane, em Bauru-sp. Lá ele já se apresentou bastante debilitado e a atenção pós show que a banda dedicou aos fãs presentes chamou bastante atenção. Conte-nos como entrou para o time Warrel Dane!
Thiago Oliveira: É interessante você lembrar desse show de Bauru. Acredito que foi a nossa última turnê com o Warrel e realmente ele já não se mostrava muito bem de saúde. A partida dele era algo que a gente já esperava por conta dos hábitos pessoais dele e da saúde...ele já estava bem debilitado, a gente teve diversos problemas com ele na estrada e fora dela por conta disso.
É muito interessante você falar sobre a atenção que a gente deu aos fãs e perceber que alguém reparou nisso! E p*%$#a, é sempre uma coisa que é gostosa de fazer né, as vezes a pessoa quer conversar, cumprimentar, trocar uma ideia...é sempre bom né. É sempre divertido, as vezes você tira uma foto e a pessoa fica super contente com aquilo, e isso é uma coisa válida, isso é algo que não custa nada.
Posso dizer pessoalmente que foi uma prova de fogo muito pesada tocar com ele por conta de que tinha muita cobrança né, os fãs de uma banda tão técnica como o Nevermore são muito exigentes, então sempre houve muita desconfiança de que músicos locais fossem capazes de executar o repertório então vamos dizer que o respaldo das pessoas que foram e gostaram daquilo que fizemos é uma forma de agradecimento...uma parcela grande de fãs dele começaram a seguir a banda e a gente fez amizade.
Me lembro que a gente fez esse show junto com as meninas da Nervosa (antes da separação) e, foi a primeira vez tocando em Bauru.

IMERSA S/A: Você e os demais membros da banda tiveram a missão de concluir o grandioso Shadow Work, álbum póstumo do Warrel. Como se deu o processo de composição das guitarras?
Thiago Oliveira: A oportunidade de tocar com o Warrel foi uma coisa assim que começou como uma dessas turnês  no estilo que o Paul Diano faz né, com músicos de vários países , sempre músicos locais...Paul Diano, Blaze, Ripper Owens e vários cantores fazem isso e a produtora  TC7 me convidou, eu ajudei a escolher o resto da banda e foi isso. Lógico, ele (Warrel) chegou no Brasil e gostou do que ouviu, os shows foram bem legais e óbvio que isso partiu pra um próximo paso que foi um disco solo dele. No final da  segunda turnê a gente já tava conversando a respeito e ele já tinha falado de fazer um disco solo mas a coisa não andou, aí ele pediu pra compor alguma coisa e eu fui pra cima e não larguei mais o osso (risos).
Eu não compus só as guitarras. Eu compus os arranjos e as composições foram minhas e dele. O que aconteceu foi que ele morou um tempo na minha casa em São Paulo, a gente trabalhou junto como parceiros de composição, e eu tive uma tarefa bem árdua e complexa. A gente fez toda a pré produção do disco na minha casa e a gente era parceiro mesmo né. Lembro que nas primeiras turnês eu mostrei alguma coisa pra ele, e ele gostou né, eu dei duro e sempre ia mostrando alguma coisa, ele ia botando voz em cima, criando letra...as vezes "baixava o santo nele" (risos) e ele fazia uma letra gigante inteira, num dia só. As vezes a gente chegava com uma melodia que ele gostava...rolava uma química assim, uma sintonia muito grande. As vezes o negócio acontecia e logo já aparecia um monte de ideia. Ele tinha um talento de  extrair da pessoa e ele me dizia que a gente tinha uma química de composição muito boa. Foi um trabalho muito bom de ser feito, apesar de ter de terminar o disco sem ele vivo né, e toda a coisa que aconteceu foi uma honra ter feito isso e trabalhado ao lado de uma pessoa tão talentosa, de um verdadeiro poeta, um "Rimbaud" do metal, digamos assim!

Thiago Oliveira - Warrel Dane - Madame Satan (guitar playthrough)


IMERSA S/A: Você é um músico bem versátil. Conte-nos um pouco sobre a sua formação musical.
Thiago Oliveira: Minha formação é bem estranha né (risos). Eu comecei querendo tocar bateria e a minha mãe me deu um violão! Aí eu morava num lugar onde não tinha como eu ter aula de guitarra mas tinha um professor de violão clássico, então eu fui me educar musicalmente: aprender a ler, aprender harmonia, teoria, aprender como a coisa funciona. Aí eu voltei pro interior de Minas e de novo não tinha professor de guitarra, então eu tive que ir pegando as coisas sozinhos e continuei estudando. Tinha um conservatório em São João del Rei e eu fiz uma época. Comecei a cursar uma faculdade de psicologia mas eu larguei porque eu passava a maior parte do tempo no conservatório estudando e, acabei fazendo bacharelado na Universidade Federal de Uberlândia, em violão. Acabei pensando depois num mestrado e vim pra USP,. Em Uberlândia eu estudei com o Maurício Orosco que é um grande concertista, compositor do violão clássico e na USP estudei com um cara que foi professor dele, o Edelton Gloeden que se você fizer uma pesquisa verá que ele é um dos caras importantes do violão no Brasil, um cara com uma trajetória incrível, com uma carreira muito importante na cena do violão e foi um cara que assim, na convivência com ele eu aprendi muito. Eu fiz uma dissertação sobre a obra do compositor Sérgio Assad, ele tem uma suite chamada Aquarelle e eu tocava isso. Fiz uma dissertação na USP em 2009. Com isso eu sempre toquei outras coisas: Jazz, música brasileira, (o óbvio) erudito, metal, então assim, sempre fez parte, uma coisa que eu não planejei ser assim mas eu gosto de música né. Então as vezes eu ouvia alguma música e queria tocar ela. Então eu não sou um purista por conta disso.

IMERSA S/A: Fale um pouco sobre as suas influências musicais eruditas.
Thiago Oliveira: Eu acho que no momento se gastou tanta energia atacando a universidade pública quanto o conservatório, e, é lá que você tem contato com certas esferas de conhecimento musical e habilidades que você não tem no mercado comercial da música. Certas coisas de instrumental, de erudito, e jazz, de música pra orquestra e pra cinema, a gente só vai ter isso na academia. Tendo dito isso, hoje em dia não tenho mais uma carreira como violonista porque eu to muito envolvido com vários outros projetos e eu to muito preocupado e sem tempo pra desprender e tocar, ser um solista de música de câmara. Mas..todo conhecimento adquirido e toda formação cultural de quando eu tava mais imerso no mundo erudito eu acabo levando pra música que eu componho. Eu sempre fui um grande admirador da obra de Stravinsky, Villa Lobos, Bach, entre outros grandes compositores. Você ter a oportunidade  de estudar um contraponto de Bach ou uma fantasia renascentista te dá uma perspectiva muito diferente quando você pensa em composição, arranjo, naquela coisa da, vamos dizer assim, da manufatura musical, do artesanato. Você tem uma colcha de retalhos mais rica com mais cores, mais opções,uma paleta mais ampla, um vocabulário diferente. Você descobre que tem um mundo de coisas e ideias em composição do que simplesmente ficasse querendo tocar Heavy Metal, não que isso seja errado,tem muita gente talentosa que se dedica a isso mas eu sempre quis mais coisa, ouvir mais música. Acho que sempre fui muito inquieto e à medida que, sei lá, eu aprendi alguma coisa eu queria aprender a próxima coisa e pra onde eu podia levar aquilo, quais opções eu tinha e quanto mais a gente aprende menos a gente sabe né, a gente aprende que na verdade a gente tá só na ponta do iceberg, e que legal, porque a gente nunca para de aprender!

IMERSA S/A:Ter estudado na Escócia e ter participado de festivais em outros países o colocou em contato com outras culturas. Isso certamente enriqueceu o seu trabalho. Como você conseguiu integrar esses elementos em suas composições? 
Thiago Oliveira: Ter morado fora realmente fez uma diferença porque na cidade de onde eu sou no sul de Minas, Lavras, é a única cidade maior da região que não tem conservatório. Três corações tem uma escola, São João Del Rey tem uma escola, Varginha tem conservatório, e na época que o Juscelino kubitschek era o governador do estado de Minas ele implantou uma rede com vários conservatórios no estado e Lavras era uma das poucas cidades daquele porte que não tinha. Então eu comecei a estudar quando eu tava fora, e óbvio que eu acabei tendo contato com a música celta, com a música de lá né. Isso foi  enriquecedor, eu acho que a música deles tem uma carga espiritual, uma coisa bem difícil de se explicar. É engraçado, a vida é cheia de desencontros...eu voltando da Escócia fiquei amigo do Bruno Maia do Tuatha de Danann e ele é apaixonado por música celta, e quando ele soube que eu morei lá (na Escócia), ficou louco (risos) queria saber tudo: como era, como eram as pessoas, a cidade, tudo... então eu acho que não só ir pra lá mas em tudo, você ter curiosidade de conhecer coisas é muito importante. E lá num país de primeiro mundo como o Reino Unido, eu tinha aula de graça de violão erudito no colégio que eu estudava, a gente tinha toda a estrutura. Num país desse você vê o dinheiro gasta em imposto sendo revertido pra sociedade. Eles tinham orquestras, eles tinham um festival grande de Hamburgo, tinha uma sala grande de concerto que era considerada uma das melhores da Europa. Então é uma coisa assim, é muito bonito quando o governo trabalha pelos seus cidadãos.

IMERSA S/A: Como foi a experiência de tocar nos musicais Evita e Cabaret?
Thiago Oliveira: Esses musicais foram o primeiro trabalho grande que eu tive. Eu tinha acabado de terminar o mestrado, não sabia se ia ficar em São Paulo, tudo muito incerto...eu tinha acabado de fazer a primeira tour internacional com a Seventh Seal, tava ali tentando fazer as minhas coisas e de repente apareceu num jornalzinho da USP falando da abertura de audição pra músicos. Eu achei que eles nem iam me chamar pra fazer o teste porque eu não tinha experiência ou que pode acontecer com quem participa de um negócio desse (risos), aí me chamaram e aí eu fui pra lá e pensei: "puts, não vou aparecer lá com camiseta de banda, amarrei o meu cabelo...aí eu cheguei lá com uma camisa do Buda. Aí eu entrei na sala assim com meus instrumentos, vendo aquele tanto de gente com guitarra na mão, eu nem sabia quem que era aquele povo, que eu to fazendo aqui...aí a diretora musical, a Vânia Pajares falou assim: "você é budista?" eu falei: "não, é que eu não queria vim pra cá com a camisa do Slayer!" e aí a mulher morreu de rir e falou que adorava Slayer, metal. Então eu toquei um prelúdio de Bach e eu achei que ninguém ia querer saber disso. A mulher falou: ai que maravilhoso, eu adoro ouvir Bach! Eu falei, obrigado, mas pensei: "Essa mulher deve ser muito boazinha". Pediram pra eu tocar guitarra, aí eu fiz umas coisas e perguntaram se eu tocava rock (porque eu toquei uma bossa nova), aí eu contei que tinha uma banda estilo Judas Priest, e a mulher falou: "eu adoro Judas Priest", mas eu achei que não iam me chamar, aí ela falou que eu fiz uma audição maravilhosa e que era o que eles precisavam e eu pensei: "gente, essa mulher é louca" e me chamaram pro musical e eu ainda tava achando que chamaram a pessoa errada e aos poucos a ficha foi caindo. Evita era uma peça muito complexa, e tinha muitas mudanças, algo similar ao que se tem no prog metal, tinha muita parte que era erudita, que era flamenca, que era rock n' roll e todas essas linguagens eram coisas que eu dominava (eu achava que não dominava, mas dominava!), aí um dia foi um cara me substituir que era do jazz mas não dominava o rock. Aos poucos foi caindo a ficha e eu fui vendo que tinha musico ali que tinha tocado com o Hermeto Pascoal, que não pegou a mesma vaga que eu, ou outro cara que tinha estudado nos Estados Unidos dava aula em universidade mas a vaga ficou pra mim. Eventualmente caiu a ficha que na verdade a maestrina Vânia enxergou em mim um potencial que nem eu mesmo enxergava. Acreditou em mim quando eu mesmo não acreditava. E por isso eu sou eternamente grato a ela. Ela é uma pessoa dum talento que eu conheço pouquíssima gente igual. O musical em si era uma produção muito profissional mas muito exigente, era uma cobrança muito alta, e tudo tinha que estar perfeito, sempre.
No Cabaret fui trabalhar com o maestro Marconi Araújo. O teste era uma partitura que eles mandaram ler à primeira vista, e eu li. De novo, tinha grandes músicos, professores universitários na disputa e eu acabei pegando a vaga. Eu comecei a tocar banjo por conta disso, e a diferença é que com a Cláudia Raia a gente ficou dois anos em cartaz, mais de dois anos...de 2011 a 2013 e o interessante é que ela tem um clima de produção muito bom, uma equipe ótima, ela é uma grande atriz, tratava os fãs sempre bem, tratava a gente da orquestra bem, foi uma grande experiência e depois disso apareceu o Warrel Dane e eu acabei nunca mais entrando pro mundo da Broadway. Tinha época que eu tava tocando cinco vezes por semana, uma coisa assim que no metal, aqui no Brasil, a gente não tem esse tipo de oportunidade. O nível de exigência e profissionalismo dali é muito alto e em eventos de heavy metal a gente só encontra em eventos como o Rock N' Rio. Os números eram impressionantes!

IMERSA S/A: Conte-nos sobre o seu trabalho com o Seventh Seal.
Thiago Oliveira: O Seventh Seal apareceu pra mim mais ou menos no final de 2009, eu tinha visto ao vivo um ano antes, abrindo pro Almah e fiquei bastante impressionado na época com a performance do Ricardo (antigo vocalista), um grande vocalista no estilo Rob Halford, Ripper Owens e foi uma experiência bem legal porque a banda tava bem desfalcada quando eu entrei, tava dispersa, e eu peguei pra fazer uma turnê na Europa. O Ricardo precisou sair da banda por situações pessoais que ele tava enfrentando e aí eu fui atrás do Leandro Caçoilo que é também vocal do Viper, e foi bem interessante trabalhar com um vocalista de Heavy Metal tão profissional, muito talentoso que além de cantar aquilo tudo é ótimo pra compor melodias, o cara além de super técnico é muito talentoso. A gente se envolveu pesadamente na produção do disco Mechanical Souls, eu compus grande parte do disco e acabei produzindo e a gente teve uma mixagem muito legal feita pelo Brendan Duffey. E uma curiosidade: a bateria foi gravada por ninguém menos que Adriano Daga, baterista do Malta! Quem diria (risos) antes do Malta estourar ele era um baterista de metal. Ele ainda toca bem, óbvio, ele é um cara muito legal, e agora é um cara que tá na novela (risos). E foi bem legal. É um disco que eu tenho muito orgulho, apesar de ser mais underground, a banda estar meio parada hoje em dia, a gente teve vários shows bacanas que abrimos, como do saudoso André Matos, Orphaned Land, Anvil, Dr Sin, Pain of Salvation. Então assim, pode não ser um trabalho do Mainstream do metal brasileiro mas a gente rodou bastante e tive grandes momentos com a Seventh Seal como abrir o último show do Dr Sin com o Edu Ardanuy antes da banda voltar e foi um trabalho legal. Quem quiser conhecer, o álbum se chama Mechanical Souls e tem no YouYube. É um trabalho que eu tenho orgulho de ter feito parte.

Seventh Seal - Beyond the sun - Official Lyric Video


IMERSA S/A: Como produtor musical, qual o maior desafio que enfrentou?
Thiago Oliveira: Houveram vários desafios...quando a gente se envolve em produção fica no meio de um fogo cruzado. No geral a gente viu muito problema com bandas que eram mais iniciantes e você acaba sendo uma espécie de professor, mas as vezes o resultado acaba sendo legal. Por exemplo, uma banda que eu fiz de uns meninos bem jovens, hard rock...mas houveram vários desses.
Na gravação da Seventh Seal mesmo, infelizmente o baterista não tava muito bem preparado e quando a pressão chegou nele (tem gente que cresce sob pressão e tem gente que desmonta né) e ele infeliz mente desmontou por isso a gente acabou tendo o Daga como baterista no disco, ele acabou numa situação chata mas infelizmente foi o que foi, e eu tive que tomar a decisão de regravar  e foi chato pra todo mundo e era o que era e infelizmente esse tipo de coisa acontece num disco, as vezes as coisas não acontecem.
Eu tive um aluno que tava passando por uns problemas pessoais e tava começando a  produzir o EP da banda dele e ele teve uns problemas psiquiátricos e com drogas, uma coisa potencializou a outra e ele foi internado no meio da gravação do EP da banda dele. Eu terminei, entreguei pra ele, mas isso durou três anos, o tempo dele ir se tratar e depois eu entreguei pra ele. Ele precisou entrar pra uma seita evangélica para não voltar aos hábitos dele. Essa foi uma situação bem difícil...mas a gente terminou o EP!

IMERSA S/A: Você também é formador de outros músicos. Fale um pouco sobre isso e deixe um recado aos estudantes de música que estão nos acompanhando!
Thiago Oliveira: Esse meu lado educador apareceu em 1997, no século passado ainda...eu era um menino que terminava o colégio e ia dar aula de violão pra quem tava começando e eu já tinha uma experiência com teoria musical, já sabia o que tava fazendo.  O meu pai também é professor universitário, da academia. Talvez a gente tenha um componente genético aí! Então o ensino de música da época que eu comecei para os dias de hoje mudou drasticamente. Em 97 o máximo que eu fazia era digitar uma lição ali no Word, imprimir e entregar pro aluno. Hoje em dia é praticamente tudo digital. Eu tenho todo um aparato digital que me ajuda e algumas coisas eu  gostaria que existisse quando eu tava começando, teria me ajudado bastante, e esse mundo mudou drasticamente...na época que eu tava fazendo graduação tinha parado de dar aula, aí quando eu voltei o mundo tinha mudado: YouTube, curso on-line, tutorial. E assim, antigamente você o era professor e era o centro do conhecimento, o detentor do saber, tudo era na sua mão. Hoje em dia não, o conhecimento já é uma coisa difundida, hoje em dia você orienta as pessoas pra elas chegarem no objetivo delas e, quinze, vinte anos trás, um aluno chegava em aula e não sabia o que era uma escala pentatônica. Hoje em dia todo mundo sabe, olha lá no tutorialzinho do YouTube e tá lá, pra todo mundo. Hoje em dia é um papel diferente né.
Inclusive dar aulas foi uma das coisas que me motivou a largar a faculdade de psicologia, eu tava ainda fazendo faculdade e fui tocar com o meu irmão num show de talentos do colégio. O meu irmão implorou pra eu ajudar ele a tocar lá, porque ou ele tocaria ou iria marchar no 7 de setembro. Então eu falei: "Vou lá te ajudar". Aí a gente montou uma bandinha e foi tocar. Na outra semana o meu telefone não parava de tocar. Todo mundo queria fazer aula comigo e de repente a minha agenda tava cheia e eu pensei: isso é um trabalho! Eu já tava ganhando bem, não precisava me preocupar. E tô aqui até hoje! Não da mesma forma mas estamos aí...é muito legal você ver o brilho no olhar de uma pessoa que passou pro próximo estágio, ver a evolução. Lembro de um aluno meu que tinha uns 14 anos, tocava lá com a bandinha dele a Paranoid do Black Sabbath, aí na hora do solo ele não fazia nada, só barulho. Aí eu ensinei escala pra ele, e quando chegou na hora do solo ele fez a escala e o restante da banda parou e falou: meu Deus, agora nós temos um guitarrista solo! E foi uma aula só...não é difícil, mas é legal você ver o progresso da pessoa. Hoje em dia é diferente mas ainda tem esses momentos. Dinheiro nenhum no mundo paga isso.
Nesse momento de pandemia o que eu mais to fazendo é dar aula on-line, estou com uma demanda bem legal, com alunos de fora do estado de São Paulo, inclusive. Graças a Deus tá indo bem e é uma coisa que eu adoro, eu amo. A gente tá sempre aprendendo coisas novas. Hoje em dia eu tô em fase de desenvolvimento do meu curso on-line, vou em breve divulgar, espero que ajude bastante pessoas a conseguir esse objetivo de sair do zero e quem sabe no futuro se tornar um profissional!
Eu deixo um recado pra quem estiver  estudando guitarra e quiser se aprimorar: eu estou disponível ainda, tenho algumas vagas e quem quiser só entrar em contato que estamos sempre abrindo as portas pra quem quiser estudar pra valer.
Sempre digo: Estude de tudo, escute de tudo, sem preconceito com a cabeça aberta. Todo tipo de música tem algo a ensinar. E toda situação também: entrem em roubada! As vezes, se você tá aprendendo, entre em alguma banda, porque tem coisas que só a experiência ensina. Então não tenham medo e queiram sempre aprender!

Black Napkins - Frank Zappa


Atualmente Thiago está envolvido no lançamento do disco Predatory da banda Scars, com quem fez dois shows como músico convidado no final de 2019. Thiago foi convidado para gravar com a banda no meio da gravação do disco, o que ocorreu no início do ano e tem previsão de lançamento para esta semana, pela Brutal Records/ Sony Entertainment.
Acompanhe o clipe da música Predatory. Outros clipes estão a caminho!

(Video clip) Predatory


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*Natália Almeida é pedagoga, musicista, amante dos felinos e das artes em todas as suas vertentes.

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