Minhas 5 preferidas do Avenged Sevenfold (e um bônus).



 Por Bruna Vasquez*

Um belo dia, em 2018, estava eu muito à toa fuçando no Facebook quando vi uma foto em
que um moço aparece usando uma peita do Avenged Sevenfold. “Que som seria esse?”, me
perguntei. E fui atrás para me viciar para sempre. Naquele ano, a música que mais escutei foi
Nightmare e até hoje sou incapaz que pular uma música quando eles aparecem no modo aleatório
do streaming.
Formada em 1999, a banda californiana tem 8 álbuns sendo que o último, Diamonds in the
Rough, saiu há pouco tempo. É difícil enquadrá-los em um único estilo musical porque eles têm
muitas influências: alguns mais faixas estão mais para o heavy metal, em outras a sonoridade é mais
leve, com violões. Eles têm até uma versão para Malagueña Salerosa, que tem uma pegada
mexicana. Além disso, nos presentearam com excelentes covers de Black Sabbath, Pink Floyd, Iron
Maiden e Pantera. Eu, mera leiga, preparei uma listinha com minhas músicas preferidas para quem
se animar a conhecer. Vale a pena escutar Dear God e Gunslinger, mas na minha lista só entraram
as mais pesadas.

5- Critical Acclaim (Avenged Sevenfold, 2007)





Primeiro porque começa com um órgão. Quer coisa mais trevosa que órgão? Aí depois vem
o grito do vocalista M. Shadows. E ele é ótimo nesse tipo de grito. E também porque os versos são
um verdadeiro tapa na cara:

Então, como é saber que
O filho de alguém no coração da América tem sangue nas mãos
Lutando para defender seus direitos para que você possa manter um estilo de vida
Que insulta existência da família dele.

Não preciso dizer mais nada.

4 – Shepherd of Fire (Hail to the King, 2013)


Essa também começa dramática, com som de fogo crepitando. É que eles estão indo pro
inferno encontrar com o tal Pastor do Fogo que dá nome à música. Avenged Sevenfold adora esses
temas: danação, condenação, morte, inferno. O seu símbolo é o deathbat, uma caveira com asas de
morcego. Eu, particularmente, não levo muito a sério. Os caras são do bem (até onde eu sei). Mas, a
sonoridade é muito, muito boa, inclusive os graves dessa são marcantes. Olha o papo do pastor das
trevas:

Vamos dispor de um breve momento e quebrar o gelo
Para que minhas intenções sejam conhecidas
Veja, eu tenho pena de ver você sofrer
Sei qual é a sensação de ser condenado sozinho
Eu tenho meu próprio livro de histórias
Você não vê que
Sou o seu orgulho
Agente da fortuna
Portador de necessidades?
(E você sabe que é verdade)
O armamento da força
Ajudando fraco
Conheça-me pelo nome
Pastor do fogo

Só positividade esse tal de Avenged Sevenfold.

3 – Eternal Rest (Waking the Fallen, 2003)


Essa faixa está um pouco mais para o hard rock, com vocal principal de The Rev, excelente
baterista da banda que, infelizmente, faleceu em 2009. M. Shadows faz backing vocal. O que coloca

Eternal Rest nessa lista são as guitarras do refrão, que fazem a música ficar na cabeça e dá vontade
de ouvir 357 vezes seguidas. Não vou falar mais nada, é pra escutar, mesmo.

2- Dancing Dead (Diamonds in the Rough, 2020)



Já disse que esses caras gostam desse tipo de tema, como mortos dançantes. Fazer o que se
eu também gosto? Essa é outra que gruda na cabeça. Eu nunca consigo ouvir uma vez só, são várias
vezes seguidas. O vocal de M. Shadows é demais, ele consegue alcançar notas muito altas (o que já
lhe rendeu até um deslocamento de mandíbula) sem falar nas guitarras de Zacky Vengeance e
Synester Gates (ou Portões Sinistros, como gosto de chamá-lo em particular) e seus backing vocals.
Essa, como o próprio nome diz, é boa pra dançar. Não deve ser só eu que danço ouvindo umas
coisas desse tipo.

1- Buried Alive (Nightmare, 2010)




Essa música pra mim é uma obra-prima, vou me estender um pouco mais sobre ela. Começa
com um lindo solo do Portões Sinistros, a que Zacky vem se unir depois. Começa com uma melodia
mais suave, porém triste. Essa música nos conta uma história e por isso gosto tanto dela. Pode-se até
considerar que existe um personagem nessa música, que está em sofrimento extremo.
São coisas que aparecem em outras canções, como eu falei. Sofrimento, danação, a morte, o
fim de tudo. Mas, a melodia de Buried Alive faz a gente sentir que agora o papo é sério. O conjunto
da música: a letra, as guitarras. Há um quebra no refrão denotando o quanto o sofrimento do
personagem vai se tornando cada vez mais insuportável até que chega o solo de Synester Gates,
momento em que se aproxima o ponto alto da música ou o desfecho da história. É que esse
personagem vai mesmo se defrontar com a própria morte e esta é também um personagem. E eles
têm um diálogo, afinal. É brilhante, pesado e sombrio.

BÔNUS – Nightmare (Nightmare, 2010)




Essa aqui foi a primeira música que escutei desses meninos. E pode ser que seja a mais
famosa. Entra como bônus porque foi, entre todas, a música que mais escutei depois de conhecer a
banda, mas já não é das minhas preferidas deles. Se bem que tenha escutado várias e várias seguidas
(na verdade, estou ouvindo nesse exato momento). Começa com um tipo de som de caixinha de
música, lembra filme de terror. Na verdade, é um filme de terror se você assistir ao clipe. Tem a
mesma fórmula de grude das outras músicas deles: os riffs sensacionais de Synester e Vengeance, os
gritos do senhor Sombras, os backing vocals e o refrão que não sai da cabeça. No caso, estamos em
um pesadelo e o recado é o seguinte:

Você devia saber o preço do mal
E dói saber que você pertence aqui
Ninguém pra chamar
Todos para temer
Seu destino trágico parece tão claro
É o seu maldito pesadelo

Quem gosta de música fofinha, pra cima e good vibes não deve escutar a nenhuma música
dessa lista. Quem não conhece e curte um som das trevas, capaz que goste. Avenged Sevenfold
aconteceu totalmente por acaso na minha vida e veio pra ficar pra sempre na minha playlist.








Bruna Vasquez é Cientista Social e Pedagoga. Gosta de Drag Music a Heavy Metal, de documentário a série absurda. Anda lendo o que tem na estante de casa e sua mais nova encanação são os estudos de gênero e feministas.












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